Sábado, 29 de Março de 2008

Letras em Lisboa: Portugal, Brasil, África

Letras em Lisboa: Portugal, Brasil, África
o princípio da aliança

9 e 10 de Abril na Casa Fernando Pessoa

De 11 a 13 de Abril no Teatro de S. Luiz

Inserido no Ciclo “Outras Lisboas”, organizado pelo Teatro São Luís, o “Letras em Lisboa” é um encontro de quatro dias, para debater a literatura em todos os seus aspectos, o qual se realizará de 9 a 13 de abril de 2008, na cidade de Lisboa. O evento é uma versão portuguesa do Fórum das Letras, que ocorre em Ouro Preto, todos os anos, no mês de novembro, relizado pela Universidade Federal de Ouro Preto.

Alguns dos mais importantes escritores lusófonos se encontrarão em Lisboa, de 10 a 13 de abril para discutir a identidade e a diversidade da literatura dos países de língua portuguesa.

A iniciativa visa construir uma ponte entre as culturas de língua portuguesa do Brasil, Portugal e África, através do encontro entre diversos criadores, editores, divulgadores, críticos e interessados na literatura dos países lusófonos.

O evento foi organizado pelas escritoras Inês Pedrosa (Directora da casa Fernando Pessoa) e Guiomar de Grammont (Directora do Instituto de Filosofia, Artes e Cultura da Universidade Federal de Ouro Preto), coordenadoras do Letras em Lisboa, e conta com o apoio de Jorge Salavisa (Director do Teatro São Luís).

Programação

LETRAS EM LISBOA– Iª EDIÇÃO

O PRINCÍPIO DA ALIANÇA: PORTUGAL. BRASIL. ÁFRICA

Entrada franca em todos os eventos.

* QUARTA-FEIRA, 9 de abril

Local: Casa Fernando Pessoa

18.30 - Inauguração da Exposição «Os Lugares de Pessoa»

19.00 - “Literaturas Lusófonas: uma ponte entre o Brasil e Portugal”

Celso Marcos (Embaixador do Brasil em Portugal) e

Francisco Seixas da Costa (Embaixador de Portugal no Brasil), Rui Rasquilho, Octávio Elíseo.

21:30 Espectáculo – “A tentação de ser muito feliz”

Com José Miguel Wisnik e Arthur Nestrovski.

* QUINTA, 10 de Abril

Local: Casa Fernando Pessoa

18:00 - "O Canto do Cisne" de Schubert, pelo barítono José Oliveira Lopes e pelo pianista Adriano Jordão.

19:00 - "Teoremas e cataplasmas: ‘teorias da alma’ em Machado de Assis", por José Miguel Wisnik.

* SEXTA – 11 de Abril

Local: Teatro São Luís

15:00 O meu Pessoa: escritores/ poetas lêem poemas de Fernando

Pessoa ( a sua selecção pessoal)

Nuno Júdice, Fernando Pinto do Amaral, Gastão Cruz, Liliane Dutra, Rodrigo Bastos.

15:30 Poesia contemporânea: Pessoa pesa?

Moderação de Carlos Vaz Marques

Nuno Júdice, Fernando Pinto do Amaral, Gastão Cruz, Pedro Mexia.

17.00 Escritas Híbridas: a mescla de géneros e linguagens é o paradigma da contemporaneidade?

Moderação de Guiomar de Grammont

Maria Esther Maciel, Maria Dolores, Ana Marques Gastão.

19.00 Literaturas Pós-Coloniais: a lembrança de um futuro?

( África, Brasil, Portugal)

Moderação de Carlos Vaz Marques

Luísa Coelho, Lídia Jorge, Eduardo Pitta, Paulo Nogueira

* SÁBADO – 12 de Abril

Local: Teatro São Luís

15.30 A Escrita tem Terra? Literaturas de Língua Portuguesa hoje

Moderação de Rui Tavares

Patrícia Reis, Possidónio Cachapa, Luís Amorim de Sousa.

17.00 -Valor, valores: a herança do Padre António Vieira

Moderação de Luís Caetano

Inês Pedrosa, Rodrigo Bastos, Rui Zink.

19.00 – Escrita e Erotismo

Moderação de Inês Pedrosa

Guiomar de Grammont, Maria Teresa Horta, Francisco José Viegas.

Domingo – 13 de Abril

Local: Teatro São Luís

15.30 - Literatura e História: heranças no imaginário lusófono
( África, Brasil, Portugal)

Moderação de Luísa Coelho

Maria Lúcia Lepecki, Leonor Xavier, Jacinto Rego de Almeida, Rui Tavares.

17.00 - O estereotipo do «Outro»: globalização da incomunicabilidade nas cidades contemporâneas

Moderação de Jacinto Rego de Almeida

José Carlos de Vasconcelos, Carlos Fino, Christiane Coelho

19.00- Minimalismo na Prosa e na Poesia: ainda há lugar para os poetas no mundo de hoje?

Moderação de Epiphânio Camillo dos Santos

Júnia Carvalho, José Luís Peixoto, Suzana Vargas.


Encerramento

Inês Pedrosa


Inês Pedrosa é Licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa, trabalhou em jornais, revistas, na rádio e na televisão. Publicou biografias, contos, crônicas e romances, entre eles A Instrução dos Amantes (1992), Nas Tuas Mãos (1997, Prêmio Máxima de Literatura) e Fazes-me Falta (2002), traduzidos e publicados na Alemanha, Brasil, Itália e Espanha. Mantém, desde 2002, uma coluna semanal no jornal Expresso. Em 2005, estreou-se na dramaturgia com 12 Mulheres e Uma Cadela, no Teatro da Trindade, em Lisboa.Em 2006, publicou o romance fotográfico Do Grande e do Pequeno Amor,em co-autoria com Jorge Colombo.Publicou recentemente o romance A Eternidade e o Desejo. O enredo narra a história de uma portuguesa que regressa à Bahia, onde em tempos perdeu a visão e um amor, guiada pela luz dos textos do Padre Antônio Vieira. O romance será publicado em Junho de 2008 no Brasil. Publicou também, já no início de 2008, No Coração do Brasil – Seis Cartas de Viagem ao Padre António Vieira, com ilustrações do pintor João Queiroz. É, desde Fevereiro de 2008, directora da Casa Fernando Pessoa, em Lisboa. Atualmente, Inês Pedrosa trabalha em um projeto de teatro e cinema em torno das Cartas de Mariana Alcoforado, que será realizado no Brasil.

Guiomar de Grammont


Guiomar de Grammont é natural de Ouro Preto. Escritora, dramaturga e, atualmente, diretora (eleita pela comunidade universitária) do Instituto de Filosofia Artes e Cultura da Universidade Federal de Ouro Preto. Historiadora formada pela UFOP, mestre em Filosofia pela UFMG. Doutora em Literatura Brasileira pela USP. Estudou na Ecole de Hautes Etudes en Sciences Sociales de Paris, sob orientação de Roger Chartier, em 1999 e 2000, onde foi professora convidada em abril e maio de 2007. Organizou diversos congressos nacionais e internacionais, inclusive o colóquio Autour du Brésil Baroque, em Paris, em novembro de 1999. Concebeu e coordena o Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana – Fórum das Artes, já em quinta edição e o Fórum das Letras, quarta edição a ocorrer em novembro de 2008. Fez a curadoria do Botequim Filosófico na Bienal do Livro do Rio de Janeiro em 2007. Como escritora, obteve, em Cuba, o "Prêmio Casa de Las Americas 1993", com o livro de contos: O fruto do vosso ventre. Foi premiada com a Bolsa da Fundação VITAE de Artes de São Paulo, para realizar o romance Fuga em Espelhos (Giordano: 2001). Em 2002, publicou o livro bilingüe Caderno de Pele e de Pelo / Cahier de Peau et de Poil. Em 2003, o ensaio Don Juan, Fausto e o Judeu Errante em Kierkegaard, pela Catedral das Letras, de Petrópolis. Em 2006, Sudário, pela Ateliê, de São Paulo. Em 2008, está publicando Aleijadinho e o Aeroplano, pela Civilização Brasileira. Como dramaturga realizou Medéias (2000), Olympia (2001), Ele: o Outro (2002). TABU (2003). Lírios (2004), com Fernando Bonassi, e Assim Seja! (2005).

Júnia Carvalho



Júnia Carvalho nasceu em Belo Horizonte e se formou em Jornalismo pela PUC Minas. Fez pós-graduação em Temas Filosóficos na UFMG. Atua como professora de Ética em Comunicação na Faculdade de Comunicação e Artes da PUC Minas. É diretora da Resta Um Comunicação, empresa que realiza projetos e publicações especiais nas áreas cultural e institucional. Em março de 2004 lançou o livro de poemas Dora Ventania, pela Mazza Edições. Tem dois livros inéditos, Paris e Ana de Voar. Participou do Fórum das Letras, em Ouro Preto, edição 2006, como mediadora da mesa Letras no Escritório e como membro da tertúlia sobre o livro O Observador no Escritório, em homenagem a Carlos Drummond de Andrade. É integrante dessa tertúlia semanal desde 2002. Em 2007, foi uma das convidadas na mesa sobre poesia no Festival de Inverno de Ouro Preto.

Possidónio Cachapa


Possidónio Cachapa nasceu em Portugal, na cidade de Évora em 1965.
Escritor, Argumentista, Dramaturgo, Professor, Realizador.
Licenciado em Estudos Portugueses, Universidade Nova de Lisboa.
Viveu em muitos lugares, prefere o mar à terra e, em certos dias, as árvores às pessoas.
Publicou as obras:
Nylon da Minha Aldeia (novela), GEIC (1997), Materna Doçura (romance), Assírio e Alvim (1998), Viagem Ao Coração Dos Pássaros (romance)2000, Shalom (teatro) 2001, O Mar Por Cima (romance) 2002, Segura-te Ao Meu Peito Em Chamas (contos) 2004, Meu Querido Titanic (crónicas) 2005, Rio Da Glória, (romance) Oficina do Livro (2006), Quero Ir Á Praia (infantil) Caminho (2007).
Realizador de diversos curtas-metragens e (em montagem) do documentário
Urbano ou Adeus à Brisa (2008).
Dramaturgo e encenador de
A Cibernética, (2005).
Traduzido em diversas línguas.

Gastão Cruz


Gastão Cruz nasceu em Faro, em 20 de Julho de 1941. Licenciou-se em Filologia Germânica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Em 1961 estreou-se como poeta, no âmbito da publicação colectiva Poesia 61. Tem desenvolvido actividade crítica e ensaística, estando o seu trabalho nessa área reunido, em parte, no livro A Poesia Portuguesa Hoje (1973; 2a.edição, revista e aumentada, 1999). A partir de 1975 realizou igualmente uma ação regular no campo teatral, quer como crítico de teatro, quer como encenador, tendo sido um dos fundadores do Grupo Teatro Hoje/Teatro da Graça (1975-1994), que dirigiu e co-dirigiu e com o qual encenou as peças Os Amantes Pueris de Crommelynck, O Equívoco de Camus, O Pelicano de Strindberg, A Gaivota de Tchekov, assim como uma adaptação sua do romance Uma Abelha na Chuva de Carlos de Oliveira. Traduziu poetas como Blake, Cocteau, Jude Stéfan e Sandro Penna, assim como peças de Shakespeare (O Conto de Inverno) e Strindberg (O Pelicano). Entre 1980 e 1986, viveu em Londres, onde foi leitor de português na respectiva Universidade (King’s College), tendo-se encarregado de cursos de língua e literatura portuguesas. É um dos directores da Fundação Luís Miguel Nava e da revista de poesia Relâmpago, publicada pela mesma instituição. Dos seus livros, destacam-se títulos como Outro Nome (1965), As Aves (1969), (1972), Teoria da FalaÓrgão de Luzes (1981), O Pianista (l984), As Leis do Caos (1990), As Pedras Negras (1995). Em 1999, reuniu toda a sua obra poética no volume Poemas Reunidos (Publicações Dom Quixote). Em 2000, 2002, 2004 e 2006, respectivamente, publicou os livros de poemas Crateras, Rua de Portugal, Repercussão e A Moeda do Tempo, todos na editora Assírio & Alvim. Em 2004, organizou a antologia Quinze Poetas Portugueses do Século XX e o audiolivro Ao Longe os Barcos de Flores – Poesia Portuguesa do Século XX, ambos publicados pela editora Assírio & Alvim.

Eduardo Pitta


Eduardo Pitta nasceu a 9 de Agosto de 1949. É poeta, ficcionista, ensaísta e crítico literário do Público. Colabora desde 1967 em publicações literárias de vária índole. A partir de 1974 publicou oito livros de poesia, uma colectânea de contos, um romance, quatro volumes de ensaio e um diário. Entre 1994 e 2005 manteve na revista LER uma coluna de crítica de poesia. Em 2002 organizou para a revista francesa Arsenal um dossiê sobre literatura portuguesa actual. Tem participado em seminários, colóquios e festivais de poesia, em Portugal e no estrangeiro, e efetuado conferências sobre poetas. Neste momento encontra-se a organizar as obras completas de António Botto. Escreve todos os dias no blogue Da Literatura [http://www.daliteratura.blogspot.com]. Tudo sobre o autor em www.eduardopitta.com. POESIA: Sílaba a Sílaba, 1974, Um Cão de Angústia Progride, 1979, A Linguagem da Desordem, 1983, Olhos Calcinados, 1984, Archote Glaciar, 1988, Arbítrio, 1991, Marcas de Água, 1999, Poesia Escolhida, 2004. FICÇÃO: Persona, 2000 [contos, ed. rev. 2007], Cidade Proibida, 2007 [romance]. ENSAIO: Comenda de Fogo, 2002, Fractura, 2003, Metal Fundente, 2004, Intriga em Família, 2007. DIÁRIO: Os Dias de Veneza, 2005. A PUBLICAR: Língua dos Eleitos [ensaio].

Christiane Coêlho


Christiane Coêlho nasceu em Porto Alegre (Brasil), no dia 30 de Julho de 1971. Doutora em Sociologia pela Ecole des Hautes Etudes en Sciences (EHESS, Paris). Investigadora de pós-doutoramento no Centro de Investigação e Estudos em Sociologia (CIES, Lisboa), trabalha atualmente na Organização Internacional para as Migrações (OIM, Lisboa). Interessa-se pelas áreas de sociologia urbana, movimentos sociais, sociologia do trabalho, sociologia das migrações, psicologia social, história oral, sociologia da cultura, Brasil contemporâneo e relações luso-brasileiras. Publicou recentemente os artigos Patrimônio e esquecimento: Vila Planalto em Brasília e Memórias da cidade: Vila Planalto como patrimônio de Brasília.

Jacinto Rego de Almeida


Jacinto Rego de Almeida nasceu (1942) em Alcanhões (Portugal), onde reside actualmente. Entre 1968 e 2004 viveu no estrangeiro, exilado até 1974 e, a partir de Novembro desse ano, em funções no âmbito do Ministério dos Negócios Estangeiros.
A sua ficção literária estende-se aos domínios da crónica, conto, romance e literatura de viagem.
Tem editadas três colectâneas de contos: 'As palavras e os atos' (Ed. Anima, Rio de Janeiro, 1987) publicada, no ano seguinte, em Lisboa com o título 'O afiador de facas' (Ed. Perspectivas e Realidades); 'O monóculo' (Ed. O Jornal, Lisboa, 1990); e 'A gravação' (Ed. Nórdica, Rio de Janeiro, 1994).
O seu livro 'Um olhar sobre o Brasil' (Editorial Notícias, Lisboa, 1999) é o título de uma colectânea de crónicas publicadas no 'Jornal de Letras, Artes e Idéias'.
Em co-autoria com Carlos Cáceres Monteiro, publicou 'Mistérios da Amazónia-Cadernos de uma expedição nas Guianas e no Brasil' (Editorial Notícias-Círculo de Leitores, Lisboa, 2002).
Tem editados dois romances: 'Crime de Estado' (Editorial Notícias, Lisboa, 1998) e 'O diplomata e o agente funerário' (Geração Editorial, S. Paulo, 2003).
É colaborador regular do 'Jornal de Letras, Artes e Idéias', de Lisboa, e contos e crónicas de sua autoria têm sido publicados em outros jornais e revistas de Portugal e do estrangeiro.

Leonor Xavier


Leonor Xavier é Jornalista e escritora, licenciada em Românicas pela Universidade Clássica de Lisboa, viveu no Brasil de 1975 a 1987. Jornalista no semanário O Mundo Português , foi correspondente do Diário de Notícias (RJ), colaboradora da Manchete (RJ) Jornal de Letras (Lisboa), colunista nas revistas Mulher de Hoje (RJ) e Sábado (Lisboa). Escreve nas revistas Máxima e Vogue.
É autora das biografias Maria Barroso, Um
Olhar Sobre a Vida (1995) e Raul Solnado, A Vida Não Se Perdeu (2003). Do livro de entrevistas Falar de Viver ( 1986). Dos romances Ponte Aérea (1983), E Só Eram Verdade Os Que Partiram (1988), editado em Portugal com o título Botafogo(2004), e O Ano da Travessia (1994). Do ensaio Portugal Tempo de Paixão (2000). Do livro de crónicas Colorido a Preto e Branco Todas Nós (2006) é a sua primeira peça de teatro. (2001).

Sexta-feira, 28 de Março de 2008

Maria Teresa Horta


Maria Teresa Horta nasceu em Lisboa, onde frequentou a Faculdade de Letras. Jornalista e crítica literária, foi a primeira mulher a exercer funções dirigentes no cineclubismo em Portugal. É conhecida como uma das mais significativas feministas portuguesas.
Estreou-se na poesia em 1960 com Espelho Inicial, tendo participado no ano seguinte no volume Poesia 61, com Tatuagem. Ao longo da década de 60 publica, entre outros, Verão Coincidente, Candelabro e Cronista não é Recado. Em 1971, Minha Senhora de Mim,
apreendito pela polícia política da ditadura, em 1975 Educação Sentimenta e em 1977, Mulheres de Abril. Nos Anos 80, Rosa Sangrenta e Os Anjos. Destino e Só de Amor saem em 90. Em 2006 publica Inquietude e, em França, a edição bilingue, Les Sorcières Feiticeiras. No Brasil saem em 2007 a Antologia Pessoal + 22 Poemas Inéditos (7letras) e Palavras Secretas
No romance surge com Ambas as Mãos Sobre o Corpo em 1970, e no ano seguinte, conjuntamente com Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa, publica Novas Cartas Portuguesas, obra que valeu às autoras um processo judicial (antologia da Escrituras)
“por ofensa à moral pública” e está editado em numerosos países. No romance destacam-se ainda Ema e A Paixão Sobre Constança H.
Em 207, foi convidada a abrir o XXI Encontro de Professores Brasileiros de Literatura Portuguesa (3 Setembro.Universidade de São Paulo) e para apresentar uma comunicação sobre a sua obra no Real Gabinete de Leitura, do Rio de Janeiro (10 de Setembro). Já em 2008 foi-lhe atribuido o Prémio Paridade-Mulheres e Homens na Comunicação
Social, pelo seu ensaio A Palavra das Mulheres:Uma Escrita do Corpo.

Quarta-feira, 19 de Março de 2008

Luís Amorim de Sousa


Luís Amorim de Sousa nasceu em 1937 em Angola, país que nunca chegou a conhecer.
Viveu em Lisboa, Lourenço Marques, Londres, Washington, Brasília, Londres de novo, e ultimamente em Cascais. Foi locutor e director de programas da BBC e Conselheiro de Imprensa do Ministério dos Negócios Estrangeiros. É autor de sete livros de poesia reunidos em 3 volumes: Ultramarino e O Verbo Trafalgar, ambos na IN/CM, e Bellini e Pablo Também na Assírio & Alvim. Nesta mesma editora publicou três narrativas autobiográficas: Crónica dos Dias Tesos, O Pico da Micaia e Londres e Companhia. É casado pela segunda vez e pai de quatro filhos nascidos na Inglaterra e na América. Tudo o que escreveu em prosa resulta do que aprendeu com a poesia. Colaborou com versos e alguma prosa nas revistas Agenda e Modern Poetry in Translation (Londres) World Literature Today, (Oklahoma, EUA) Gávea Brown (Rhode Island, EUA), Maio (Boston, EUA) Colóquio e Tabacaria (Lisboa). Está a concluir mais outro livro de recordações, Cadernos do Potomac, e espera poder dedicar-se em breve a um projecto de homenagem ao seu amigo de sempre, recentemente falecido em Londres, o poeta Alberto de Lacerda.

Rui Zink


Rui Zink (Lisboa, 1961), é escritor e professor. Os seus livros mais recentes são a novela A Espera (Ed. Teorema) e Rei, com António Jorge Gonçalves (Asa).

Terça-feira, 18 de Março de 2008

Maria Dolores


Maria Dolores tem 29 anos, é jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais e trabalha, desde 2003, como free-lancer para diversas revistas da Editora Abril, como Bravo, Veja, Viagem e
Turismo, Guia Quatro Rodas, Quatro Rodas, Aventuras na História, entre outras, além de editar os informativos da Abril Assinaturas e escrever para a revista Piauí. Em 2005 participou do curso de crônicas na
Fundación Nuevo Peridismo, de Gabriel Garcia Márquez, em Cartagena de Índias, Colômbia e, em 2006, publicou seu primeiro livro, a biografia romanceada
Travessia ­ a vida de Milton Nascimento, pela editora Record. Em 2007 recebeu o Prêmio Esso de Jornalismo, na categoria criação gráfica em revista. Atualmente, além do jornalismo, atua como produtora cultural e está escrevendo seu segundo livro, um romance histórico passado entre Brasil e Portugal.

Suzana Vargas


Suzana Vargas é poeta, autora de literatura infatil e ensaísta com vários títulos publicados. É mestre em Teoria Literária pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde cursou Letras. Trabalha como pesquisadora na Fundação Biblioteca Nacional e é coordenadora de cursos na Casa da Leitura. Ministra oficinas de Poesia e Leitura em universidades e entidades culturais em todo o Brasil. Idealizou e coordena o Projeto Rodas de Leitura e o espaço Estação das Letras, oficinas de leitura e escrita. Tem poemas traduzidos na Itália, nos Estados Unidos, Argentina, Espanha e na Alemanha.

Rui Tavares


Rui Tavares é escritor e historiador nascido em Lisboa, dedica-se à história e crítica da arte e da literatura, bem como das relações entre cultura, política e ciência no Iluminismo. Durante os anos 90, foi crítico de arte residente do semanário e jornalista cultural na revista mensal Vida Mundial. Entre outras colaborações na imprensa portuguesa, publicou artigos na Grande Reportagem; Público; Expresso; Prototypo; História e Relações Internacionais, entre outras. Mais recentemente tem sido o responsável pelas seções de Museus e Monumentos da Agenda LX. Autor de O Arquiteto, O Labirinto Censório, A Real Mesa Censória sob Pombal (1768-177), Dom João II; Trás-os-Montes e Barnabé. Tradutor e organizador de edições de Molière, Voltaire, Balzac, pseudo-Séneca (e Paulo de Tarso), Giordano Bruno, entre outros.

Maria Esther Maciel




Maria Esther Maciel é escritora e professora de Teoria da Literatura e Literatura Comparada da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). É mestre em Literatura Brasileira pela UFMG e doutora em Literatura Comparada pela mesma instituição, com Pós-Doutorado em Cinema pela Universidade de Londres. Publicou os livros Dos Haveres do Corpo (poesia, 1985), As vertigens da lucidez: poesia e crítica em Octavio Paz (ensaio, 1995); A lição do fogo (ensaio, 1998); Triz (poesia, 1998); Vôo Transverso (ensaios, 1999); A memória das coisas (ensaios, 2004), O Livro de Zenóbia, (ficção, 2004) e, recentemente, lançou O Livro dos Nomes (ficção, 2008).Tem ensaios, contos e poemas publicados em diversas revistas nacionais e estrangeiras.