
Guiomar de Grammont é natural de Ouro Preto. Escritora, dramaturga e, atualmente, diretora (eleita pela comunidade universitária) do Instituto de Filosofia Artes e Cultura da Universidade Federal de Ouro Preto. Historiadora formada pela UFOP, mestre em Filosofia pela UFMG. Doutora em Literatura Brasileira pela USP. Estudou na Ecole de Hautes Etudes en Sciences Sociales de Paris, sob orientação de Roger Chartier, em 1999 e 2000, onde foi professora convidada em abril e maio de 2007. Organizou diversos congressos nacionais e internacionais, inclusive o colóquio Autour du Brésil Baroque, em Paris, em novembro de 1999. Concebeu e coordena o Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana – Fórum das Artes, já em quinta edição e o Fórum das Letras, quarta edição a ocorrer em novembro de 2008. Fez a curadoria do Botequim Filosófico na Bienal do Livro do Rio de Janeiro em 2007. Como escritora, obteve, em Cuba, o "Prêmio Casa de Las Americas 1993", com o livro de contos: O fruto do vosso ventre. Foi premiada com a Bolsa da Fundação VITAE de Artes de São Paulo, para realizar o romance Fuga em Espelhos (Giordano: 2001). Em 2002, publicou o livro bilingüe Caderno de Pele e de Pelo / Cahier de Peau et de Poil. Em 2003, o ensaio Don Juan, Fausto e o Judeu Errante em Kierkegaard, pela Catedral das Letras, de Petrópolis. Em 2006, Sudário, pela Ateliê, de São Paulo. Em 2008, está publicando Aleijadinho e o Aeroplano, pela Civilização Brasileira. Como dramaturga realizou Medéias (2000), Olympia (2001), Ele: o Outro (2002). TABU (2003). Lírios (2004), com Fernando Bonassi, e Assim Seja! (2005).
1 comentários:
Ler Guiomar de Grammont é a possibilidade de romper a história que criamos, a tortura que instauramos, o que fizemos de nós.
Quero dizer com isso, que a singularidade essencial em Grammont, reside no epifânico ato de a escritora dialogar e possibilitar o Mito.
Mito ,que para Weber, ao ser esquecido pela história, representou uma tomada de racionalidade que promoveu a desmitificação, demagificação e desencantamento do homem.
Mais tarde Adorno tratará do assunto da desmitificação, apontando problemáticas, como a que vivemos em Auschwitz, que teve, foco aqui, sua origem justamente nesta razão que recalcou o medo, ou, para usar Nietzsche, em citação livre, a "superação" que a razão instaurou frente o mito fora sangrenta.
É nesse cenário, o do caos, o da impossibilidade, o da pouca luminosidade, que surge a literatura de Guiomar, como forma, diagnóstico, para quem assim a queira, mais a tomo como o fundamento a partir do qual pensamos a atualidade, para que não vivamos o que nossa época custa a pagar, qual seja, os atos bárbaros.
É também na leitura de seus livros que nos encontramos - e que cada um se procure.
É isso!
Johnny Dias Chaves
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